Quando jovem, R.W. sempre quis ser comediante. Seus pais eram totalmente contra essa ideia e queriam que ele seguisse uma carreira tradicional, que lhe proporcionasse mais segurança e estabilidade.

Mesmo contra a vontade dos pais, R.W. arriscou tudo na carreira artística e logo se tornou um comediante de sucesso, mas era só o começo. Sua ambição era muito maior. Agora ele queria ter um talk-show em rede nacional e queria ser número um na audiência. Conseguiu.

Não satisfeito, quis arriscar na carreira de ator em Hollywood, uma das profissões com maior índice de fracasso. Los Angeles é conhecida como a terra das ilusões, dos sonhos perdidos, pois diariamente pessoas do mundo inteiro desembarcam ali cheias de esperança, mas a dura realidade é que apenas 0,001 realmente dá certo.

Mesmo assim, R.W. triunfou! Tornou-se um dos atores de comédia mais bem pagos de seu tempo e com uma das maiores bilheterias. O que mais alguém assim poderia almejar? Pois ele ainda não estava satisfeito, afinal precisamos crescer sempre, não é? Precisamos de sonhos que nos façam seguir em frente.

Seu próximo objetivo era ganhar o Oscar e, para provar que seu talento ia além da comédia, seu prêmio teria que ser por um papel dramático. Com seu talento descomunal conquistou a estatueta tão cobiçada. Estava no topo do mundo e era amado por milhões de pessoas de todas as partes do globo.

Mesmo com todo esse sucesso, no dia 11 de agosto de 2014, R.W. enrolou uma corda em seu pescoço, amarrou-a cuidadosamente em uma viga na sua casa, subiu em uma cadeira e saltou para a morte. Robin Williams havia se suicidado.

 

O que realmente é sucesso?

Essa história nos faz questionar o que realmente é o sucesso. Afinal, antes de sua morte, qualquer pessoa responderia que ele era um artista de sucesso. Mas, para Robin Williams chegar ao ponto de tirar a própria vida é porque já se encontrava em um nível quase insuportável de sofrimento.

Por isso, é importante distinguir claramente ilusão de sucesso do que eu considero o “Verdadeiro Sucesso”, cuja minha humilde definição trago aqui:

A capacidade de um indivíduo de alcançar a excelência de si mesmo, de transformar sua vida naquilo que sempre sonhou e de contribuir de uma maneira significativa para o mundo ao seu redor.

Arthur Schopenhauer tem um conceito de sabedoria de que eu gosto bastante e que complementa a ideia que quero passar aqui:

Por sabedoria entendo a arte de tornar a vida a mais agradável e feliz possível.

Veja como os valores se alteram e as coisas mudam bastante diante dessa definição. De que adianta conquistar fama, fortuna, poder, se internamente você é um miserável?

 

A lição de Chris Cornell

Outro exemplo é o do grande vocalista Chris Cornell. Aparentemente, ele “tinha tudo”, era uma das melhores vozes do rock, tinha fama, dinheiro, seguidores em todo o mundo e, mesmo assim, colocou um ponto final em sua vida aos 52 anos enforcando-se e deixando esposa e três filhos. Como explicar?

Tudo que tem um preço é barato. Só aquilo que o dinheiro não compra é realmente caro, e quem não o adquirir será sempre um miserável, ainda que seja milionário. (Augusto Cury)

A vida é um jogo interior. É dentro de sua mente que a sua vida acontece. Você pode ter dinheiro e viajar para qualquer lugar do mundo, mas não há como escapar de si mesmo. Todos nós somos prisioneiros de nossa mente, por isso é bom cuidar bem dela.

Aliás, dessa reflexão eu procuro buscar entender uma velha lição da Bíblia de “nunca julgar os outros”, pois nenhum de nós conhece a luta íntima que se passa no interior de cada um. Para quem vê de fora é fácil decretar uma sentença.

Por isso, lembre-se de que toda mudança para ser permanente tem de ocorrer primeiro em sua mente.

No entanto, como podemos reprogramar nossa mente? Aí que está a grande questão… este é um assunto para uma outra oportunidade.

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