Seis anos atrás eu recebi um convite para jogar futebol de um amigo que há muito tempo eu não falava e lá inclusive eu reencontrei um outro amigo de infância que tinha estudado comigo no Dom Bosco.

Eu lembro direitinho, era um domingo de manhã, em um sintético no Rebouças, aqui em Curitiba. No meio do jogo, em um contra-ataque, eu estava só com o goleiro, em alta velocidade e fui tentar dar um drible de futsal, mas meu joelho ficou preso no chão e eu tive uma forte torção naquele momento.

Resultado: rompi o Ligamento Cruzado Anterior do joelho esquerdo. Além da dor e de todos os custos envolvidos, eu tive que encarar a Cirurgia, 40 sessões de Fisioterapia e a minha recuperação que era para durar em torno de 6 meses, por uma demora na cicatrização, acabou levando 18 meses.

Claro, poderia ter sido algo muito pior, uma doença grave etc. Mas, para alguém que é apaixonado por esportes e pratica atividades físicas 6 vezes por semana, é um grande baque ficar 1 ano e meio parado.

Mas, tudo bem, o joelho, apesar de não ser mais o mesmo, sarou e o tempo passou…

Duas semanas atrás, eu estava treinando luta com um amigo e fui tentar dar uma queda de judô nele no meio da “luvinha”, só que ele estava prensado contra a parede. Então, o corpo dele não se mexeu e toda a força que eu fiz no movimento foi para o meu joelho que torceu na hora. (Eu lembro até agora da sensação e do barulho de tudo lá estralando…)

Resultado: rompi o Ligamento Cruzado Anterior do joelho direito desta vez e vou ter que passar por todo o processo novamente.

Eu lembro que no segundo que eu caí no chão com muita dor eu pensei na mesma hora: “Seja feita vossa vontade”. Eu disse para mim mesmo: “Se for para eu passar por tudo de novo, que seja… existe um porquê para isso”. E isso me ajuda a lidar com a situação de uma maneira diferente desta vez.

É claro que eu fico triste por dentro, quem é atleta deve imaginar a frustração, mas isso passa.

Veja… foi um acidente. É diferente de uma pessoa que, por exemplo, bebe, sai em alta velocidade e bate o carro. Neste caso, ela foi a causadora, houve irresponsabilidade, displicência, negligência com a segurança.

No caso das duas lesões, foi uma fatalidade que qualquer pessoa que pratique esportes está sujeita a sofrer – portanto, foi algo fora do meu controle.

Então, diante desta situação, eu tenho duas opções: ficar reclamando e lamentando ou buscar aprender uma lição e enxergar um lado positivo nisso tudo.

Se por um lado eu não vou poder praticar esportes, algo que eu amo, por um bom período, por outro poderei preencher todo esse tempo que dedicava ao futebol, luta, corrida etc. com atividades de alto valor também que vão fazer com que eu saia fortalecido dessa situação.

Então, esta é a reflexão que eu gostaria de deixar… Não podemos lamentar por coisas que fogem ao nosso controle, podemos apenas buscar lidar da melhor maneira possível com as adversidades da vida e buscar crescer e evoluir quando essas coisas acontecem.

“Tudo pode ser tirado de um homem, exceto uma coisa, a última das liberdades. A liberdade de escolher sua atitude diante de qualquer circunstância da vida”.
– Viktor Frankl

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