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Qual é a forma mais efetiva para conseguir transformar rapidamente o país? Eis uma reflexão muito interessante que surgiu em um Treinamento de Desenvolvimento Pessoal que fui dar aos novos Servidores do Estado do Paraná na sexta-feira.

É praticamente consenso que a única forma de mudar de verdade um país é através da Educação. Entretanto, esse é um investimento que, apesar de ser prioridade, demora a dar resultados. Além disso, não basta simplesmente colocar mais dinheiro na área educacional.

Prova disso é que o investimento em educação aumentou de forma exponencial nas últimas décadas e os resultados continuam totalmente insatisfatórios. Sem eficiência, todo esse investimento se transforma em desperdício e falta de melhorias reais para a população.

Portanto, voltando à pergunta do início, em minha humilde opinião, a melhor forma de gerar uma transformação rápida para aquelas pessoas que estão na fila do hospital, do desemprego, sem segurança etc., que não podem esperar, é aumentando a efetividade do Estado.

Isso passa por uma Profissionalização da Gestão Pública que, por sua vez, passa por uma mudança de mentalidade onde o Estado responde pelo bom uso de cada centavo utilizado do dinheiro de nossos impostos e os servidores, que outrora buscavam apenas a estabilidade (que gera naturalmente acomodação), passam a buscar constantemente o crescimento e a excelência para melhor atender as demandas da população.

Por isso, eu parabenizo o Projeto “Escola de Gestão” do Governo do Estado do Paraná, que visa justamente essa profissionalização da gestão pública, e fico muito feliz poder contribuir para este modelo.

Isso independe de governo ou ideologia política, pois todos queremos um Estado mais eficiente dentro das áreas que lhe compete para melhor servir o cidadão.

Uma ótima semana a todos!

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Muitos de nós somos encorajados desde pequenos a acreditar que podemos ser o que quisermos na vida. Muita gente acredita ter o “problema” de ser bom em muitas coisas e, por isso, tem dificuldade em escolher uma carreira.
A realidade, contudo, é que ninguém é excelente em muitas coisas. Ou melhor, para não dizer ninguém, a cada meio século surge no planeta alguém como Leonardo Da Vinci. Então, se você for o próximo gênio da humanidade, desconsidere o que vou escrever, mas, caso contrário, analise melhor e perceba que as suas opções são muito mais limitadas do que você talvez imagine.
O mundo é muito competitivo e a única forma de vencer neste cenário é conseguindo estar entre os melhores da sua área e, para chegar lá, o único caminho, segundo Peter Drucker, é concentrando seus esforços naquele conjunto de poucas habilidades que você tem um grande talento natural.
Drucker afirmava: “Ninguém alcança a alta performance trabalhando em cima de seus pontos fracos. A excelência só pode ser atingida a partir do desenvolvimento dos seus pontos fortes”.
Então, se você está com dificuldade para definir um rumo profissional porque acredita haver demasiadas opções, seus problemas acabaram! Saiba que essa escolha não é tão difícil assim, pois suas opções não são tantas assim.
Mas aí, quando vai buscar descobrir no que é boa, a pessoa cai em uma grande armadilha, que é confundir aquilo que adora fazer com aquilo que realmente tem um talento excepcional.
Eu, por exemplo, toco guitarra e é algo que eu adoro. Mas isso não quer dizer que eu deveria fazer disso a minha profissão, pois ninguém pagaria para me ver tocar, tampouco eu teria a menor chance de competir com os melhores guitarristas que existem por aí, mesmo que eu me dedicasse ao extremo. Vejo vídeos de crianças de 8 anos que fazem o que eu, com todos os anos de prática, nem ousaria fazer na guitarra. Eu toco pelo prazer que essa atividade me proporciona e isso para mim já é suficiente.
 
“Por que investir sua energia para deixar de ser ruim em algo e, com muito esforço, tornar-se medíocre quando você pode concentrá-la naquilo em que já é bom naturalmente e assim alcançar a excelência?”
-Peter Drucker
 
Entretanto, existe também o outro lado da moeda…
Se por um lado é essencial identificar e focar em seus talentos, por outro é primordial que você também se desenvolva em várias áreas. Parece uma contradição, não é? Mas você vai ver que são questões diferentes.
Existe um pequeno conjunto de talentos sobre o qual você deveria alicerçar sua vida profissional, mas seu desenvolvimento como ser humano é uma outra questão. Por que um economista, por exemplo, não deveria estudar filosofia ou literatura?
Acredito que qualquer pessoa tem muito a ganhar aprendendo a tocar um instrumento, praticando um esporte, falando um novo idioma, estudando história, geografia, arte, ciências, passando um tempo no campo, visitando outros países, conhecendo outras religiões e tantas outras habilidades essenciais para a formação de um ser integral.
Você nunca será um especialista em todas essas coisas, mas esse conjunto de conhecimentos gerais irá contribuir enormemente para que você não seja apenas mais um na multidão e se torne alguém de valor especial.
Esse era o conceito do “Homem da Renascença”, que era um ideal admirado e perseguido até pouco tempo atrás. Hoje, pessoas assim são anônimas para as grandes massas que acabam idolatrando figuras como Justin Bieber ou Kim Kardashian.
Eu tive o privilégio de aprender cinco idiomas e muitas pessoas acham que a maior vantagem disso é poder conseguir um emprego melhor ou ser capaz de se comunicar com pessoas de diferentes países, mas na verdade esses detalhes fizeram muito pouca diferença em minha vida. O meu maior ganho foi a minha transformação, o meu crescimento, a pessoa que eu tive que me tornar para conseguir falar cinco idiomas. Imagine como seria a minha versão hoje se eu falasse apenas português, comparada a minha versão que fala cinco línguas.
Para exemplificar esse delicado equilíbrio entre se especializar em uma coisa e se desenvolver em diferentes áreas ao mesmo tempo, vou citar o grande diretor George Lucas. Para quem não sabe, ele é o dono da mente criadora de Star Wars. Assim como Steven Spielberg, desde pequeno, ele brincava com lentes como se estivesse criando um filme. Esse sempre foi seu verdadeiro talento.
Não obstante, ele também tocava piano e tinha um bom conhecimento de música e por isso soube trabalhar junto com o compositor para criar a antológica trilha sonora do filme. Ele também entendia de ciência e astronomia, o que com certeza contribuiu para a criação do universo de ficção da série. Mais adiante, ele também mostrou que entendia de marketing, pois transformou a marca em um dos maiores fenômenos de merchandising da história. Ainda, sabia lidar com dinheiro e fazer negócios, pois, décadas depois do primeiro filme (1977), ele vendeu os direitos para a Disney por 4 bilhões de dólares!
Portanto, para concluir, identifique seus talentos-chave e construa sua vida profissional apoiada sobre eles, mas, ao mesmo tempo, procure se desenvolver em todas as áreas como um ser humano integral.
Eu espero que você tenha compreendido neste capítulo como é essencial o autoconhecimento. É triste ver tantas vidas e carreiras frustradas por negligência desse princípio.
Agora que você tem a base: entendeu a relação de causa e efeito, assumiu responsabilidade pela sua vida e compreendeu a importância de se conhecer, você está pronto para avançar para a segunda parte, ainda mais interessante.
(continua…)

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