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Muitos de nós somos encorajados desde pequenos a acreditar que podemos ser o que quisermos na vida. Muita gente acredita ter o “problema de ser bom em muitas coisas” e por isso tem dificuldade em escolher uma carreira.
Ninguém é bom em muitas coisas. Ou melhor, para não dizer ninguém, a cada meio século surge no planeta alguém como Leonardo Da Vinci, mas eu duvido que, entre 7 bilhões de pessoas, seja você o próximo gênio da humanidade.
Então, analisando melhor, suas opções são muito mais limitadas do que você talvez imagine. O mundo é muito competitivo e a única forma de vencer é concentrando seus esforços naquele conjunto de poucas habilidades que você tem um grande talento natural.
Peter Drucker afirmava: “Ninguém alcança a alta performance trabalhando em cima de seus pontos fracos. A excelência só pode ser atingida a partir do desenvolvimento dos seus talentos naturais.”
Então, se você está com dificuldades de definir um rumo profissional porque acredita haverem demasiadas opções, seus problemas acabaram. Saiba que esta escolha não é tão difícil assim, pois suas opções são relativamente bem limitadas.
Um outro grande problema é confundir aquilo que você adora fazer com aquilo que você realmente tem um talento excepcional. Eu, por exemplo, toco guitarra e é algo que eu adoro. Mas isso não quer dizer que eu deveria fazer disso minha profissão, pois ninguém pagaria para me ver tocar e tampouco eu teria a menor chance de competir com os melhores guitarristas que existem por aí, mesmo que eu me dedicasse ao máximo. Eu toco pelo prazer que essa atividade me proporciona e isso para mim basta.
Entretanto, existe também o outro lado da moeda…
Se por um lado é essencial identificar e focar em seus talentos, por outro você deve também se desenvolver em várias áreas. Parece uma contradição, não é? Mas você vai ver que são coisas diferentes.
Uma coisa é esse pequeno conjunto de talentos que você tem e deveria criar sua vida profissional em torno deles, a outra é o seu desenvolvimento como ser humano. Por que um economista não deveria estudar filosofia ou literatura?
Acho que qualquer pessoa tem muito a ganhar aprendendo a tocar um instrumento, praticando um esporte, falando um novo idioma, entendendo melhor como funciona a política, estudando história, geografia, ciências, passando um tempo no campo, vivendo novas experiências em outros países, conhecendo outras religiões e tantas outras habilidades essenciais para a formação de um ser integral.
Você nunca será um especialista em todas essas coisas, mas esse conjunto de conhecimentos gerais irá contribuir enormemente para que você não seja apenas mais um na multidão e se torne alguém de valor especial.
Esse era o conceito do “Homem da Renascença”, que era um ideal admirado e perseguido até pouco tempo atrás. Hoje, pessoas assim são anônimas para as grandes massas que acabam idolatrando figuras como Justin Bieber.
Eu tive o privilégio de aprender 5 idiomas e muitas pessoas acham que a maior vantagem disso é poder conseguir um emprego melhor ou ser capaz de se comunicar com pessoas de diferentes países, mas isso na verdade fez muito pouca diferença em minha vida. O meu maior ganho foi a minha transformação, o meu crescimento, a pessoa que eu tive que me tornar para conseguir falar 5 idiomas. Imagine como seria a minha versão hoje se eu falasse apenas uma língua, comparada a minha versão que fala 5 línguas.
Para concluir e exemplificar esse delicado equilíbrio entre se especializar em uma coisa e se desenvolver em diferentes áreas ao mesmo tempo, vou citar o grande diretor George Lucas. Assim como Steven Spielberg desde pequeno, ele brincava com lentes como se estivesse criando um filme. Esse sempre foi seu verdadeiro talento.
Contudo, ele também tocava piano e tinha um bom conhecimento de música e por isso soube trabalhar junto com o compositor para criar a antológica trilha sonora de Star Wars. Ele também entendia de ciência e astronomia, o que com certeza contribuiu para a criação do universo do filme. Indo ainda mais além, ele também sabia fazer negócios, pois transformou a marca em um dos maiores fenômenos de merchandising da história e, décadas depois do primeiro filme (1977), ele agregou enorme valor com o passar dos anos e vendeu recentemente os direitos para a Disney por 4 bilhões de dólares.
Por isso, identifique seus talentos chaves e construa sua vida profissional apoiada sobre eles, mas ao mesmo tempo, procure se desenvolver em todas as áreas como um ser humano integral.

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O que é melhor: corrigir seus pontos fracos ou melhorar seus pontos fortes?
Em outras palavras, onde você deveria concentrar seus esforços: tentando melhorar no que você não é bom ou investindo em seus talentos naturais?
Para Peter Drucker, o pai da administração moderna, a resposta é clara e incisiva: “O maior erro que alguém pode cometer é investir naquilo que não tem talento. A excelência só é atingível a partir do desenvolvimento de seus pontos fortes”.
Faz sentido. Por que alguém iria se dedicar em algo que não tem aptidão para deixar de ser ruim naquilo e, como muito esforço, tornar-se, no máximo, medíocre quando poderia focar em melhorar onde já é bom naturalmente para se tornar excelente naquela habilidade?
Isso já é de certa forma consenso entre os especialistas.
Porém, a questão que surge é a seguinte: Como faço para descobrir quais são meus pontos fortes? Esta não é uma missão tão fácil como pode parecer à primeira vista.
Isso porque a necessidade de descobrir nossos pontos fortes é algo muito recente na humanidade. Antigamente, se o seu pai fosse carpinteiro, agricultor ou comerciante, você seguiria os mesmos passos, não havia opção. Hoje, você pode escolher. Entretanto, essa liberdade traz consigo um peso muito grande e nossa formação não nos prepara para essa escolha.
O resultado? Profissionais desmotivados performando muito aquém de seu potencial ao longo de décadas. Por isso, se você não quer que esta seja a história da sua carreira, não perca mais tempo e dedique-se em identificar quais são os seus pontos fortes para poder se concentrar neles.
E como fazê-lo, então? A resposta, ao contrário do que muitos pensam, não está em uma jornada interna em busca do autoconhecimento. Isso porque as pessoas que acreditam saber quais são seus pontos fortes e fracos estão frequentemente enganadas, pois temos vieses que distorcem a nossa percepção da realidade.
Drucker afirma que o único caminho é através da “Análise de Feedback”, uma prática que consiste em procurar pessoas que tenham um conhecimento relativamente bom sobre você e perguntar diretamente: Na sua opinião, quais são os meus maiores talentos? No que eu sou bom naturalmente aos seus olhos?
Então, se você julgar me conhecer bem o suficiente, eu gostaria de lhe perguntar: quais são os meus talentos naturais na sua opinião? Em retribuição a quem dedicar um instante para escrever a resposta nos comentários abaixo, eu irei responder com a minha opinião a respeito dessa pessoa. Dessa forma, todos saímos ganhando.
Lembre-se: o custo de não ter seus pontos fortes claramente identificados pode ser um futuro de insatisfação e insucesso profissional. Não deixe que isso aconteça a você!
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