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Uma vida sem propósito é uma vida vazia. Nosso propósito é aquilo que de mais profundo possuímos, é a força primordial criadora de tudo em nossa vida, é a razão por trás de tudo aquilo que fazemos. Mesmo assim, muitos infelizmente passam uma existência inteira sem nunca descobrirem um propósito para sua vida, para o seu trabalho… Por que isso acontece? Porque existe um grande feitiço e para explicar qual é este feitiço eu vou contar uma pequena história pessoal…
Sabe aquelas geladeiras que já dão água filtrada. Então, eu tenho uma dessas. Outro dia fui tomar água e vi que ali tinha um copo. Nele tinha um resto de água que alguém tinha deixado. Então, eu peguei, joguei esse resto na pia, enchi o copo até o topo com água fresca, potável e bebi.
Algo totalmente corriqueiro, certo? Depende. No modo automático que vivemos, sim. O que aconteceu normalmente passa desapercebido.
Entretanto, se você, naquele momento, elevar seu nível de consciência, poderá mudar a forma como enxerga a situação e, assim, sentir uma enorme sensação de bem-estar e gratidão. Quer ver como?
Basta colocar isso em uma perspectiva global e histórica e constatar que esse é um luxo para pouquíssimos na humanidade. Claro que não falo da geladeira com essa função propriamente, mas o fato de:

  • poder descartar aquele resto de água;
  • ter água limpa e potável ao alcance das mãos 24 horas por dia;
  • encher o copo à vontade;
  • saber que vai sair água quando apertar o botão, inclusive amanhã e depois;
  • conseguir oferecer isso para os seus filhos;

Dessa maneira, você percebe que é uma pessoa afortunada, pois, olhando sob esta ótica, perceberá que faz parte de um grupo raríssimo de pessoas.
E o melhor é que dá para aumentar ainda mais esse nível de consciência – e por consequência o sentimento de gratidão. Basta eu parar para refletir que no momento em que fiz tudo aquilo eu estava com o corpo perfeitamente saudável, com todas as minhas funções mentais, motoras e neurológicas funcionando, sem dor etc., diferente de muitas pessoas que infelizmente não irão sobreviver a mais esta semana.
Daria para continuar ainda, mas aonde eu quero chegar? Quero que você perceba o poder que tem de alterar sua consciência usando a mente.
Além disso, quero também que perceba como vivemos em um modo automático, com uma percepção cega e uma interpretação pobre da nossa realidade e do mundo ao nosso redor. É esse modo automático que nos impede de ir atrás do nosso propósito. E pior, ele também faz a gente não perceber o tempo passar.
Por isso, é essencial quebrar esse feitiço periodicamente e lançar um “olhar de expectador” sobre a nossa vida, pois é aí que está a chave para encontrar nosso propósito, através de uma busca consciente e proativa.
Além disso, a clareza de propósito é algo essencial em nossa jornada, pois é daí que poderemos tirar a força para superar os momentos difíceis que iremos enfrentar.
E é importante que se diga que, mesmo que você aplique todos os princípios deste livro, haverá, inevitavelmente, momentos em sua vida em que você estará passando por uma fase difícil. Situações onde, mesmo fazendo as coisas certas, tudo parece dar errado.
Por isso, esteja preparado desde já – porque isso vai acontecer – e saiba que isso faz parte do nosso processo de crescimento na vida.
Isso ocorre porque nosso crescimento na vida não é uma linha reta, eu prefiro imaginar ele como uma sucessão de ciclos.
Se você parar um instante, poderá perceber que os ciclos estão em toda parte. Na economia, na ciência, na arte, na natureza… E, dentre todos os ciclos que existem, há um que acredito ser o mais importante, pois é aquele que permite a existência da vida em nosso planeta: o ciclo das estações.
Então, trazendo esta metáfora para nossa vida, todos nós, sem exceção, iremos passar por alguns “invernos” ao longo da nossa jornada. E, se você está fazendo as coisas certas, se esforçando, dando o seu melhor e, mesmo assim, as coisas continuam dando errado, provavelmente você está passando por um.
O que fazer neste caso, então? Duas coisas…
Primeiro, ter confiança de que, se continuar fazendo o seu melhor, ele eventualmente vai passar… E segundo – e mais importante – é tomar consciência de que os “invernos” também são importantes e têm o seu propósito em nossa vida. Você pode notar que os grandes nomes da humanidade também tiveram seus períodos de escuridão. Aliás, se eles não tivessem passado por eles, jamais teriam conseguido chegar onde chegaram.
São nesses momentos de dificuldade que somos colocados à prova. Forjamos nas adversidades o nosso crescimento. São nos momentos de dificuldades que a nossa verdadeira força interior se manifesta e, neste processo, temos a oportunidade de crescer e nos tornarmos pessoas melhores.
E aqui vem o objetivo de todo este texto: tudo o que escrevi até agora foi para que você chegasse a este ponto com o nível de compreensão necessário para fazer o que irei propor a seguir.
Pare neste momento e pense em algo que o tem deixado infeliz. Muitas vezes é aquilo em que você mais evita pensar ou ter de lidar. Agora, analise esse fator sob uma nova perspectiva. Faça-se novas perguntas: “O que essa situação está tentando me ensinar?”, “Qual é a lição que eu tenho de aprender aqui para poder superar isso?”, “Qual é o custo de eu não agir agora e deixar as coisas seguirem o próprio caminho?”, “Qual é o primeiro passo para reverter a situação?” etc.
O caminho para encontrar o nosso propósito está em sair do modo automático e aumentar o seu nível de consciência sobre a nossa vida – e também sobre o nosso trabalho.
Antes de concluir este capítulo, deixo uma pequena história que representa algo que caminha lado a lado com o nosso propósito: a bondade.
 

Faça o bem sempre que possível

 
“O bem que praticares em algum lugar é teu advogado por toda parte.”
-Chico Xavier
 
Há muito tempo, eu aprendi uma valiosa lição com minha mãe. Estávamos hospedados em um hotel durante uma viagem de férias e, no momento de partir, ela me disse:
– Não esqueça de apagar a luz antes de sair do quarto.
No início, eu não entendi e perguntei:
– Mas, por quê, mãe?
Afinal, a energia estava incluída na diária e, além do mais, aquilo seria feito por alguém na hora da limpeza.
Mas eis que ela me disse, com toda sua sabedoria:
– Se você está diante de uma oportunidade de realizar um pequeno gesto de bondade, uma contribuição que é tão fácil, que não vai lhe custar nenhum dinheiro, nenhum tempo, nenhum esforço, por que não fazer? Por que não deixar esse “carma positivo” para o universo?
– Mas aí eu não vou estar beneficiando o dono do hotel? – redargui com minha jovem rebeldia.
– E o que isso importa? O importante é a sua atitude de fazer o bem, apenas pela recompensa de tê-lo feito.
E, então, ela concluiu:
– Da mesma forma, jogar um papel de bala pela janela do carro não faz muita diferença na limpeza da estrada, mas faz uma enorme diferença na formação do seu caráter, na autoimagem que tem de si mesmo e no orgulho que você tem da pessoa que você é. Lembre-se, filho: são essas pequenas atitudes que revelam o verdadeiro caráter de uma pessoa.
(História inspirada em uma fala de Jim Rohn)
 
Para concluir este capítulo, a maior reflexão que posso deixar é a de que a nossa felicidade plena só é alcançada quando fazemos o bem. Somente quando somos capazes de pensar além de nós mesmos, de descobrir um significado mais profundo para nossa existência, é que conseguimos alcançar a plenitude e a verdadeira paz de espírito.
Tudo que é material é passageiro e pode ser tirado de você. O que realmente permanece é o bem que você faz e a pessoa que você se torna. Este é o seu verdadeiro tesouro.
 
(Continua…)

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Eu estava no aeroporto de Nova Iorque aguardando na fila quando um táxi encostou. A primeira coisa que eu notei foi como o carro estava impecavelmente limpo, seu brilho chegava a reluzir. Elegantemente vestido com uma camisa branca, uma gravata preta e uma calça que parecia ter sido recém passada, o motorista apressou-se em sair para contornar o carro e gentilmente abrir a porta do passageiro para eu entrar.
Ele me entregou um belo cartão de visita e disse: “Eu sou o Wally, seu motorista! Enquanto carrego sua bagagem no porta-malas, gostaria que o senhor lesse a minha Missão como profissional de transporte urbano.
O cartão dizia:

Declaração da Missão do Wally:

“Levar meus clientes aos seus destinos da maneira mais rápida, segura e econômica possível em um ambiente amigável e proporcionando uma experiência agradável”.
Eu fiquei impressionado, especialmente quando notei que o interior do táxi fazia jus ao exterior. Parecia que havia sido especialmente limpo só para mim.
Ao sentar no banco do motorista, Wally me disse: “O senhor aceita um café? Eu tenho uma garrafa térmica com café fresco e outra com um descafeinado.”
Eu brinquei e disse: “Na verdade, o que eu gostaria mesmo era de um refrigerante.”
O Wally sorriu e disse: “Sem problemas. Eu tenho um frigobar com Coca-Cola, Coca Zero, suco de laranja e água.”
Sem conseguir conter minha surpresa, eu disse: “Eu aceito uma Coca, obrigado.”
Entregando-me a bebida, Wally disse: “Se o senhor quiser algo para ler, eu tenho o The Wall Street Journal, Time, Sports Illustrated e USA Today.”
Enquanto arrancávamos, ele me entregou um outro cartão e informou: “Essas são as estações que tenho à disposição e as músicas que elas tocam caso o senhor queira escutar um pouco de rádio para relaxar.”
Como se não bastasse, Wally me perguntou se a temperatura do ar condicionado estava ao meu agrado. Então, ele sugeriu o melhor caminho durante aquele horário do dia. Também me disse que seria um prazer conversar e falar sobre os pontos turísticos ou, se eu preferisse, ele me deixaria a sós com os meus pensamentos.
Eu perguntei: “Wally, você sempre atendeu seus clientes assim?”
Wally sorriu pelo retrovisor e respondeu: “Não, nem sempre. Na verdade, faz apenas dois anos. Nos meus primeiros anos dirigindo eu passava meu tempo reclamando como a maioria dos taxistas. Até que um dia eu ouvi no rádio um guru do Desenvolvimento Pessoal chamado Wayne Dyer.
Ele havia acabado de escrever um livro chamado ‘Você irá enxergar quando você acreditar’ (You’ll see it when you believe it). Ele dizia que se você acordar de manhã com a expectativa que você terá mais um dia difícil, você raramente irá se desapontar.
O autor falou: ‘Pare de reclamar! Diferencie-se de seus concorrentes. Não seja um pato. Seja uma águia. Patos resmungam e reclamam. Águias possuem o céu para si e voam acima da multidão.'”
“Aquilo me acertou em cheio”, disse Wally. “Era como se o Dr. Wayne estivesse falando aquilo para mim em particular. Eu ficava o tempo inteiro resmungando e reclamando, então decidi mudar minha atitude e me tornar um águia! Olhei em volta os outros táxis e seus motoristas. Os carros estavam sujos, os taxistas não eram amigáveis e os clientes estavam insatisfeitos. Então, decidi implementar algumas mudanças, um pouco de cada vez. Como os clientes respondiam de uma maneira positiva, eu fazia cada vez mais.”
Então, eu falei: “Imagino que tenha valido a pena.”
“Com certeza!”, ele respondeu. “Meu primeiro ano como uma águia, eu faturei o dobro do que no ano anterior. Este ano eu irei provavelmente faturar quatro vezes mais. Você teve sorte em me pegar hoje. Eu não costumo mais ir até o ponto. Meus clientes me ligam o tempo todo e preenchem minha agenda. Quando não posso atendê-los, eu sempre os encaminho a um taxista da minha confiança e sou recompensado por isso.”
Wally era incrível. Além de estar trabalhando com paixão todos os dias, ele já estava administrando paralelamente um serviço de limusine.
Eu já devo ter falado sobre esta história a mais de cinquenta taxistas ao longo dos anos. Entretanto, somente dois realmente mudaram a sua maneira de trabalhar. O resto deles permaneceram patos e me falaram todas as razões pelas quais eles não podiam implementar nada do que eu lhes havia sugerido.
Este artigo foi adaptado de um texto escrito em um Jornal das Filipinas relatado pelo próprio Dr. Wayne Dyer.

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Agora, domingo à noite, muitas pessoas estão sentindo uma sensação ruim, pesada, pois amanhã terão que encarar uma nova semana, recomeçar tudo novamente. Começam a pensar nos compromissos, problemas, pendências, chefe etc. e aquilo vai poluindo o seu ambiente.
Sentem-se escravos de uma rotina estafante, uma sucessão de dias vazios que não levam a lugar algum. Em vez de se perguntarem, por exemplo, “Como posso ganhar muito dinheiro fazendo o que amo?”, limitam-se em encontrar razões que justifiquem isso: “Mas eu tenho contas a pagar, tenho que sobreviver.” E aí criam uma prisão invisível para si e limitam seu viver a uma questão de sobrevivência. O pior é que permanecem neste estado e quando se dão conta, os anos passaram muito mais rápidos do que esperavam.
Vamos analisar o sentido mais profundo por trás da frase de Steve Jobs: “A única maneira de fazer um ótimo trabalho é amando aquilo que se faz”. É simples, se você não ama o que faz, certamente não estará motivado para trabalhar. Sua energia, então, será escassa, seu potencial baixo e seus resultados medíocres. E como sabemos, resultados medíocres não geram grandes recompensas no mundo profissional.
Isso não é um convite para uma mudança brusca e irresponsável de emprego amanhã. Mas é, sim, um alerta! Se você não ama o que faz e neste momento não está com uma estratégia inteligente para, como citei antes descobrir como “ganhar muito dinheiro fazendo o que ama”, você está perdendo seu tempo. Por isso, essa “depressão pós-Fantástico” nos domingos à noite.
Por fim, uma última reflexão: “Se passamos um terço de nossas vidas trabalhando, por que investimos tão pouco tempo descobrindo o que realmente amamos fazer?”. Como Confúcio disse: “Escolha um trabalho que ame e jamais terá que trabalhar um dia em sua vida”.
Curiosidade: Na língua Portuguesa, o termo “trabalho” vem de “tripalium”, um instrumento pontiagudo de tortura.

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As pessoas passam a vida esperando que as coisas aconteçam para elas. Querem encontrar a pessoa amada, ganhar muito dinheiro, trabalhar no que amam etc. e ficam passivamente à espera de que um dia esses sonhos cheguem.
E o que acontece? Os anos passam e nada muda. O pior é que daí essas pessoas colocam a culpa em tudo que podem. É a educação que tiveram dos pais, o chefe que não reconhece seus esforços etc. Gastam a energia em coisas que não podem mudar em vez encarar a dura realidade: “Se a sua vida está boa ou ruim, é você o único responsável por isso.”

Não acredito em sorte ou azar e sim em ação e consequência, causa e efeito. Se você teve sorte ou azar, pode ter certeza que foi você também o causador da circunstância de uma forma ou de outra.
Por fim, para os que costumam rezar – como eu – lembremo-nos sempre deste grande ensinamento: “Ajuda-te e o céu te ajudará.” Pois, é muito fácil “colocar tudo nas mãos de Deus” para se isentar da responsabilidade de ter que agir. Ouvi uma frase uma vez que resume bem: “Destino é o que nos resta depois de termos feito tudo aquilo que nos cabia”.

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